Foto: Carol Mendonça.
Foi com prazer que o Substâncias do Rock and Roll entrevistou uma das melhores bandas nacionais de todos os tempos.
Falar da Baranga (a banda, claro hahaha) é lembrar imediatamente de um único, genuíno, puro, bruto e simples adjetivo: Rock And Roll (ou como eles dizem: Roquenrou).
Formada há alguns anos, a banda vêm tendo uma constante presença no cenário brasileiro, com uma boa média de lançamentos, principalmente se levarmos em conta que estamos falando de rock and roll, Brasil e downloads. A Baranga serve como um ótimo exemplo para bandas que ficam reclamando de todos esses problemas e esperando algo mudar, sem ao menos se mexer.
Contando com o incansável Paulo Thomaz, ou, simplesmente Paulão, na batera, Deca na guitarra, Soneca no baixo e Xande na guitarra e também vocal, a banda se prepara para lançar seu quarto trabalho intitulado O Céu É O Hell. Paulão e Soneca conversaram conosco e deram vários detalhes. Confiram.
SRR – O que podemos esperar do novo álbum? O simples e objetivo rock and roll da Baranga?
Paulo Thomaz – Sim, sim, esse é o CD mais direto da banda, músicas mais curtas e objetivas.
Paulo Thomaz – Sim, sim, esse é o CD mais direto da banda, músicas mais curtas e objetivas.
Soneca – Penso que os arranjos estão mais compactos, direto ao ponto. E estou bem satisfeito com os timbres dos instrumentos. Cada disco soa de uma maneira diferente. O cd novo tá com timbres “de gala”.
SRR – Qual o significado por trás do título O Céu é o Hell?
PT - É o título de uma música e fala de uma balada rock´n´roll em um bordel. (risos)
Soneca – O Hell é o verdadeiro “paraíso” para todos que curtem Rock ‘N’ Roll. Ou pelo menos deveria ser... (risos)
Soneca – O Hell é o verdadeiro “paraíso” para todos que curtem Rock ‘N’ Roll. Ou pelo menos deveria ser... (risos)
SRR – Mais uma vez vocês tiveram a produção a cargo do consagrando Heros Trench. É a tal frase do “time que está ganhando não se mexe”?
PT - Pode se dizer que sim, o Heros nos conhece muito bem. Comunicamos-nos muito fácil. Ele sabe o que queremos aí o processo fica mais rápido e o som que ele tira é animal. Não somos Heavy Metal, mas somos pesados.
Soneca – Nos sentimos em casa no estúdio Mr. Som, do Heros e do Pompeu. Eles já sabem como gostamos de trabalhar. Nos já sabemos como trabalhar com eles, então não tem porque mudar. Além disso, somos amigos e na época de gravação o estúdio vira uma segunda casa. (risos)
SRR – Muito legal a capa do disco novo. De quem é a arte?
PT - É do Diogo Oliveira. Ele é muito eclético, o que você pede ele faz. Não se prende a um estilo só.
PT - É do Diogo Oliveira. Ele é muito eclético, o que você pede ele faz. Não se prende a um estilo só.
Soneca – Baita artista que captou o que queríamos nesse disco. Além de designer, o cara é do Rock, guitarrista, o que deixa as coisas mais fáceis. A caricatura vem dentro do encarte que está em formato de mini-poster.
SRR – A idéia de nomear a banda como Baranga, surgiu de alguma experiência ruim de alguém da banda?
PT - Foi em um momento sem inspiração (risos). Estávamos no primeiro ensaio e tínhamos que ter algum nome para o dono do estúdio marcar. Aí foi... Tentamos até mudar, mas não rolou (risos).
Soneca – Foi de bobeira, para marcar ensaio no estúdio precisava ter um nome. Colocamos Baranga e foi ficando, ficando, o Xande fez uma música com esse nome e taí até hoje. (risos)
SRR – A Baranga se mostra uma banda que se dedica fielmente ao rock brasileiro, cantando em nossa língua e apostando no puro rock and roll, sem experimentalismos e modernices. Isso é legal que faz com que os fãs se interessem em conhecer as bandas brazucas antigas que também apostavam nessa fórmula. Vocês acreditam nisso?
PT – Sim. Também. E pelo fato de que o Xande tem uma forma muito natural de compor em português, que é muito difícil.
Soneca – Pode acontecer de buscar coisas mais antigas depois de nos ouvir. Como o inverso também deve acontecer. São nossas influências e temos muito respeito por quem fez Rock, no Brasil, desde a década de 50. Mas gostaria que paralelo a isso, a galera buscasse conhecer várias bandas que estão fazendo Rock ‘n’ Roll, nos dias atuais, pelo mundo afora: Tabernarios, Bonafide, Airbourne, Devil Presley, Blackberry Smoke, Viticus, Nashville Pussy, Rhino Bucket, entre outras. Esse papo que só existe música boa no passado é conversa pra boi dormir.
Soneca – Pode acontecer de buscar coisas mais antigas depois de nos ouvir. Como o inverso também deve acontecer. São nossas influências e temos muito respeito por quem fez Rock, no Brasil, desde a década de 50. Mas gostaria que paralelo a isso, a galera buscasse conhecer várias bandas que estão fazendo Rock ‘n’ Roll, nos dias atuais, pelo mundo afora: Tabernarios, Bonafide, Airbourne, Devil Presley, Blackberry Smoke, Viticus, Nashville Pussy, Rhino Bucket, entre outras. Esse papo que só existe música boa no passado é conversa pra boi dormir.
SRR – Paulão, você é um cara guerreiro que está na cena desde o início da década de 80, quando começou com o histórico Centúrias, e ainda está aí batalhando no cenário. Muitos músicos daquela época nem ouvem mais rock and roll. O que faz você manter essa paixão pela música até hoje, tocando, pegando estrada?
PT – Bom, antes de mais nada eu sou roqueiro antes de ser baterista. Não me julgo músico no sentido puro da palavra só sei tocar rock e vivo isso, se não tocar rock´n´roll fico doente (risos).
SRR – Os três primeiros álbuns venderam em torno de sete mil cópias. Em se tratando de rock brasileiro, numa época que além dos downloads gratuitos, a maioria do público prestigia apenas as bandas covers, o que significa para vocês atingir esta surpreendente marca?
PT – Olha... É muita ralação. Você tem que cavar o seu espaço e respeito do público na porrada. Estamos no quarto disco e 10 anos de banda e só agora que estamos tendo um retorno. É muito difícil, mas não impossível. Temos sorte de estarmos juntos até hoje. Passamos por tudo e a banda está intacta. Temos nossas diferenças, mas no palco somos uma coisa só. É muito louco isso.
Soneca – Significa que estamos ralando bastante na estrada. Banda que não faz show, não existe. Só tocando muito ao vivo conseguimos divulgar nosso som. Fico satisfeito que a conseqüência seja essa.
“Você tem que cavar seu espaço e respeito do público na porrada.” – Paulo Thomaz.
SRR – Cada lançamento da Baranga é sempre muito bem visto pela crítica e todos os álbuns têm aquela pegada tradicional da banda. Isso mostra que manter a fórmula não é negativo como muitos pregam?
PT - É o nosso jeito de tocar. Não conseguimos e não queremos mudar somos isso.
Soneca – Tem que fazer o que gosta. Quem gosta de mudar, que mude. Gostamos de fazer Rock ‘n’ Roll e assim pretendemos continuar.
SRR – Em todos esses anos de banda, o público está acostumado a ver aquela energia contagiante ao vivo. Apesar de serem gravadas em estúdio, é do palco que percebemos o poder de fogo vindo das canções. Já estando em seu quarto álbum, vocês pensam em lançar um álbum ao vivo?
PT – Sim, talvez o ano que vem.
Soneca – Provavelmente será nossa próxima empreitada.
SRR – E sobre um DVD? Vocês costumam gravar suas apresentações para um possível lançamento nesse formato?
PT - É o ao vivo. Será um DVD. Temos muito material que dará bons extras.
Soneca - Temos muitos ‘extras’ para um futuro DVD. Mas um show completo para edição, e com uma mixagem decente ainda terá que ser captado. Não gostamos de fazer nada ‘nas coxas’.
SRR – Em 2007 vocês participaram da seletiva brasileira Wacken Metal Battle para o Festival alemão. Mesmo cantando em português, vocês têm a intenção de conquistar outros mercados fora da América do Sul?
PT - Não é tão difícil. Já tocamos no Chile e foi muito bom. Pretendemos ir à Argentina, e até na Europa temos alguns contatos. Tem um alemão fanzaço da gente, ele não entende nada, mas pira com o som... Vai saber... (risos).
Soneca – Não participamos da seletiva. Fomos convidados pra fechar o evento da seletiva, em Varginha. Já tocamos uma vez no Chile, num festival com bandas locais e argentinas. Se rolar oportunidade de tocar em outros lugares, estamos sempre prontos.
SRR – Músicas da Baranga estão na programação da rádio Ripollet Rock, de Barcelona, Espanha. Qual tem sido a resposta do público de lá?
PT - Então como disse... O rock não tem fronteiras, fizemos até uma música em espanhol que está gravada no Whiskey do Diabo. Estamos conquistando muitos fãs pelo mundo.
Soneca – É bacana chegar com nosso som a lugares tão distantes, mesmo cantando
SRR – Como foi à participação da banda no festival chileno “Eje Del Mal” em 2008? Sentiram diferença de organização e estrutura?
PT – Sim. Foi animal. Lá é muito mais profissional, apesar de ser underground, tinha um equipo de primeira e um puta som. Tudo é melhor lá. Os jovens são roqueiros, todo mundo envolvido é rocker. Não tem pagode, axé... Essas merdas! (risos).
Soneca – Foi sensacional esse show. Tocamos com outras seis bandas, do Chile e Argentina. A maioria de Stoner Rock. Mas todas com personalidade própria e um puta som. A organização dos caras é muito foda. Todos se envolvem na produção e as bandas respeitam muito os horários e tempo de duração de cada show, sem precisar ter alguém controlando isso. Uma das bandas, os Tabernarios, vem ao Brasil pra fazer alguns shows com a Baranga, incluindo o show de lançamento do cd O Céu é o Hell.
SRR – E qual foi a reação do Público latino?
PT - Foi ótima! Claro que não conheciam as músicas. Mas já no segundo riff já estavam agitando.
Soneca – Roqueiro é igual no mundo inteiro. Quando o Rock começou a rolar a galera pirou. O Xande inventou um portunhol lá, e a galera se divertiu pra caramba com as bobagens proferidas entre as músicas. (risos).
SRR – Vocês têm planos de gravar algum clipe para promover o novo álbum O Céu é o Hell?
PT – Sim. Já estamos com algumas idéias para a musica “Na madrugada”. Soneca – Vamos gravar até setembro.
SRR – Desde o início a banda conta com o mesmo line-up. Isso é um fato interessantíssimo, pois a maioria das bandas não consegue manter uma mesma formação por quatro discos. Qual o segredo para tal estabilidade?
PT - Olha, já passamos por tudo. Tretas existem, mas sempre resolvemos e hoje há um respeito maior pelas diferenças e como eu disse, nós amamos a nossa música e no palco somos uma coisa só.
Soneca – Sei que é difícil e raro conseguir isso. O que ajudou foi o fato de gostarmos de beber cerveja juntos. O Rock vem de lambuja. (risos)
PT - Olha, já passamos por tudo. Tretas existem, mas sempre resolvemos e hoje há um respeito maior pelas diferenças e como eu disse, nós amamos a nossa música e no palco somos uma coisa só.
Soneca – Sei que é difícil e raro conseguir isso. O que ajudou foi o fato de gostarmos de beber cerveja juntos. O Rock vem de lambuja. (risos)
SRR – Quais são as bandas e os músicos que influenciaram a banda?
PT - Status Quo, AC/DC, Motörhead, Ramones, Slade, Chuck Berry. E nacional: Tutti Frutti, Patrullha do Espaço, Erasmo Carlos...
Soneca – Cada um carrega sua influência pessoal. Mas na banda as influências sempre foram AC/DC, Status Quo, Motörhead e um pouco de Ramones. E claro, as bandas brasileiras que fazem Rock em português.
PT - Status Quo, AC/DC, Motörhead, Ramones, Slade, Chuck Berry. E nacional: Tutti Frutti, Patrullha do Espaço, Erasmo Carlos...
Soneca – Cada um carrega sua influência pessoal. Mas na banda as influências sempre foram AC/DC, Status Quo, Motörhead e um pouco de Ramones. E claro, as bandas brasileiras que fazem Rock em português.
Da esq. para dir.: Soneca, Xande, Paulão, Deca.
SRR – O que vocês pensam a respeito dos downloads?
PT - É o tempo que vivemos. Não dá para ignorar. Para nós, uma banda sem mídia, é bom porque ajuda a divulgar. Por mim tudo bem.
Soneca – Nessa altura dos acontecimentos: “Faça o que tu queres, pois é tudo da lei!”
SRR – Ano passado vocês fizeram a abertura do show do Motörhead que é uma clara influência da banda. Como foi a experiência?
PT – Cara, para mim foi um sonho. Eu ouço Motor desde 80. Lemmy is God! (risos). O que posso falar?... Foi fooooooooda!
Soneca – Foi espetacular em vários aspectos. Pelo fato de ser o Motörhead. Via Funchal lotado. O show ter rolado tranqüilo. Ter visto a equipe dos caras trampando com uma puta organização, etc. Temos imagens desse show e talvez um dia saia um ‘bootleg oficial’.
Soneca – Foi espetacular em vários aspectos. Pelo fato de ser o Motörhead. Via Funchal lotado. O show ter rolado tranqüilo. Ter visto a equipe dos caras trampando com uma puta organização, etc. Temos imagens desse show e talvez um dia saia um ‘bootleg oficial’.
SRR – Uma curiosidade, é que os discos Whiskey do Diabo, Meu Mal e agora O Céu é o Hell, têm em comum, o lado mal marcando presença nos títulos. O rock então “é coisa do diabo”?
PT – Cara acho que não é esse mal, no sentido de prejudicar os outros e sim no sentido de que a sociedade hoje em dia está muito hipócrita e esse “politicamente correto” está um saco! Pô, o rock foi sempre marcado por sexo, álcool e... Rock and roll! Quem não gosta de mulheres, bebidas, carros, motos... Enfim, se divertir! O Matanza tem uma frase boa: "Bom é o que faz mal"! É isso!
Soneca – Essa é uma herança herdada do Blues. “The Devil’s Music”. È sempre bom manter algo das raízes.
Soneca – Essa é uma herança herdada do Blues. “The Devil’s Music”. È sempre bom manter algo das raízes.
“Esse papo que só existe música boa no passado é conversa pra boi dormir.” – Soneca.
SRR – Como tem sido essa parceria com a Voice Music?
PT - Trabalhamos juntos. Hoje em dia tudo é parceria. O Sílvio (Golfetti, proprietário e ex guitarrista do Korzus) tem uma boa entrada em lojas grandes, coisa que nós como banda não temos, como por exemplo: a Fenac, Universal e a Saraiva.
Soneca – Ela dá o apoio que precisamos na distribuição e na divulgação do cd. É difícil fazer tudo sozinho. Quanto mais parcerias melhor.
SRR – Paulão, como foi a experiência de ter tocado com o Korzus?
PT – Putz... Foi demais... Fizemos um show histórico em Americana, com Sepultura, Korzus, Mutilator e mais algumas. E nessa noite o Korzus foi o headliner. O Sepultura estava começando. Foi uma puta experiência. Mas não é a minha praia. A minha pegada é mais pesada do que rápida, mas eu amo essa banda.
PT – Putz... Foi demais... Fizemos um show histórico em Americana, com Sepultura, Korzus, Mutilator e mais algumas. E nessa noite o Korzus foi o headliner. O Sepultura estava começando. Foi uma puta experiência. Mas não é a minha praia. A minha pegada é mais pesada do que rápida, mas eu amo essa banda.
SRR – Quais são as próximas metas da banda?
PT - Bom... Tocar pra caraka pelo país, divulgando o O Céu é o Hell a partir de agosto.
Soneca – Gravar um disco ao vivo.
SRR – Há muito tempo vocês tocam o cover de “O Bom” do Eduardo Araújo ao vivo. O que ele achou da Baranga coverizar a música dele?
PT - No começo da banda ensaiávamos em um estúdio onde o Eduardo Araújo era amigo da proprietária, e uma dessas noites ele estava lá e deu uma olhada no nosso ensaio e gostou pacas, pelo menos é o que ele disse (risos).
Soneca – Já tocávamos ‘Lobo Mau’, do Roberto Carlos. Até que um dia num ensaio, adentra a figura do Eduardo Araújo. Disse que o som tava legal, que a banda tinha dinâmica. Na semana seguinte, começamos ensaiar ‘O Bom’ e tocamos por muito tempo essa música. Esse cara foi um dos pioneiros do Rock brasileiro. O Elvis de Minas Gerais. (risos) Já pensamos várias vezes em gravá-la, mas ainda não rolou.
SRR – Vocês já ganharam vários prêmios em eleições anuais feitas por revistas especializadas em Rock and Roll. Esse reconhecimento é o que dá o combustível para continuar em frente?
PT - Sim, mas não só isso. Nós tocamos porque é vital. Nós amamos e vivemos rock and roll. Isso tudo é conseqüência.
Soneca – Sem crítica positiva fica difícil seguir em frente. Mas o maior reconhecimento está nos shows, quando vejo a galera curtindo, dançando e cantando nossas músicas.
SRR – Mudando um pouco de assunto... Como reagiram com a notícia da morte do ícone Ronnie James Dio?
PT – Porra foi foda. É a morte de um puta soldado do rock, um cara gente fina que nunca desistiu.
Soneca – É o primeiro sinal do que virá no futuro próximo. O tempo passa e muitos dos pioneiros do Rock, de uma forma ou de outra, vão parar. Por isso, a importância de procurar bandas que estão fazendo Rock de alta qualidade nos dias atuais. Se isso não acontecer, quando as grandes bandas saírem de cena não haverá peças de reposição.
SRR – Quais são os maiores “perrengues” pela qual a banda já passou ou passa desde que iniciou?
PT - Olha os “perrengues” a gente esquece no dia seguinte. Não são poucos, mas não nos abala. Tocar rock “true” no Brasil já é um perrengue (risos).
PT - Olha os “perrengues” a gente esquece no dia seguinte. Não são poucos, mas não nos abala. Tocar rock “true” no Brasil já é um perrengue (risos).
Soneca – Os perrengues normalmente são causados por desorganização de quem deveria organizar. Mas quase todas às vezes o show recompensa os perrengues.
SRR – Como é o processo de composição da banda?
PT - É basicamente, o Deca e o Xande. Os dois aparecem com alguns riffs, vamos juntando e o Xande vai escrevendo as suas "poesias" (risos).
PT - É basicamente, o Deca e o Xande. Os dois aparecem com alguns riffs, vamos juntando e o Xande vai escrevendo as suas "poesias" (risos).
Soneca – O Xande sempre traz o esqueleto - Riffs/Melodia quase prontos - e arranjamos todos juntos no ensaio. O Deca, que faz muitos dos riffs da Baranga, também traz o esqueleto pronto. Com exceção da melodia e arranjo final, que são feitos no ensaio. Eu levo às vezes alguns riffs de guitarra e outras vezes o riff com alguma melodia. Mas também é tudo arranjado no ensaio. O Paulão contribui nos arranjos com as levadas de batera e com letras também, que são na maioria do Xande, às vezes com alguns enxertos que faço. E outras minhas, com ou sem a participação do Xande. Ou seja, é um trabalho de banda mesmo.
SRR – Galera foi muito bom fazer essa entrevista com vocês. Sorte para todos e sigam em frente com o genuíno rock and roll característico da Baranga! Deixem suas mensagens finais para os leitores do Substâncias do Rock And Roll.
PT - Aeeeeeeee muito obrigado pelo espaço e não desistam nunca! Rock on! Abraço.
Soneca – Longa Vida Ao Rock ‘N’ Roll!
Cinco bandas favoritas e seus respectivos álbuns segundo Paulo Thomaz:
Led Zeppelin - Physical Graffiti
Motörhead - No Sleep ´till Hammer Smith
AC/DC - Highway to Hell
Tutti Frutti - Fruto Proibido
Judas Priest - Screaming for Vengeance
OBS:
Paulão - Teriam mais, mas esses daí resumem bem o meu estilo. (risos). Não posso deixar de citar o Status Quo “Alive”. É uma aula de rock and roll!
Paulão - Teriam mais, mas esses daí resumem bem o meu estilo. (risos). Não posso deixar de citar o Status Quo “Alive”. É uma aula de rock and roll!
Discografia
1- Baranga (demo) - 2001
2- Baranga - 2003
3- Whiskey do Diabo - 2005
4- Meu Mal - 2007
5- O Céu é o Hell - 2010
SITE
http://www.BARANGAROCK.com.br
MYSPACE
http://www.myspace.com/BARANGA
YOUTUBE
http://www.youtube.com/user/barangarock
ORKUT
http://www.facebook.com Baranga Rock
FOTOLOGhttp://twitter.com/barangarock








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